Análise: O incrível universo do Studio Ghibli – Parte 2

Há algumas semanas publicamos uma análise de algumas obras do Studio Ghibli. Vocês poderiam e também analisamos as outras restantes. Quem leu a parte um dessa matéria (clica aqui pra conferir) viu o que eu tenho a dizer sobre esse estúdio de animação: ele é simplesmente tão incrível quanto as suas estórias. São filmes que não dão nenhum pingo de arrependimento e que nos fazem querer assistir mais de uma vez. Sem mais delongas, confiram a segunda parte de algumas indicações de filmes do Studio Ghibli, disponíveis na Netflix:

O Castelo Animado (2004)

Não poderia começar essa resenha sem o meu filme favorito do Studio Ghibli, certo?! O filme nos apresenta a jornada de Sophie, uma linda moça que é amaldiçoada por uma bruxa e tem a sua juventude retirada, se transformando numa velhinha. Para não ser vista daquele jeito, Sophie foge, até que se depara com algo inacreditável: o castelo animado de Howl.

Em uma jornada para recuperar sua verdadeira identidade, Sophie vive momentos de amizade com novos amigos e o amor com Howl. O filme é perfeito e tem o total de zero defeitos! Assistam, e assim como a escritora que aqui vos fala, pode ser o seu filme favorito do estúdio quando os créditos do longa subirem em suas telas. É uma estória mágica, envolvente e cheio de suspenses, digno do Studio Ghibli e de Hayo Miyzaki.

O Mundo dos Pequeninos (2010)

Em O Mundo dos Pequeninos somos apresentados à Arrietty, uma pequenina que mora com os pais e que ao completar seus 14 anos sai em sua primeira missão como coletora. No entanto, a chegada de um garoto humano pode pôr em risco sua existência. A presença dos pequeninos deve passar despercebida, porque eles tem medo dos humanos (mesmo os humanos sendo amigáveis), mas tudo muda quando a pequenina conhece Sho, um garoto de 12 anos, com quem logo é florescida uma bela amizade.

A animação é linda e vem com uma crítica social velada: o preconceito por parte dos pais de Arrietty. Enquanto os pais de Arrietty julgam os humanos sem ao menos os conhecerem, a protagonista busca conhecer Sho e entender que nem todos são iguais aos humanos que machucaram outros pequeninos, e que há bondade nas pessoas mesmo com tantas pessoas terríveis no mundo. A animação não é dirigido por Miyzaki, e roteirizado por ele e por Keiko Niwa. A direção é de Hiromasa Yonebayashi.

Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008)

Não há como não se apaixonar pelos de Miyzaki, gente! Em Ponyo, somos apresentados a uma amizade entre uma peixinha dourada que é a Ponyo, e um garoto humano chamado Sosuke. É uma estória fofinha que envolve amizade, magia, relação pai e filha e dá atenção ao meio ambiente ao abordar, em certo ponto do filme, sobre a poluição dos oceanos.

Creio que, se for para comparar Ponyo com alguns filmes do estúdio, ficaria entre Meu Amigo Totoro e A Viagem de Chihiro. Curiosidade sobre o longa que o deixa ainda mais lindo: o filme é todo feito em aquarela, à mão. Impossível não sentir vontade de dar uma olhadinha, né?!

Sussuros do Coração (1995)

Esse filme é baseado no mangá assinado por Aoi Hiragi e acompanha a história de Shizuku, uma garota que adora escrever, mas ainda tem inseguranças quanto ao seu talento (nós te entendemos, Shizuku). Quando ela estabelece a meta de ler 20 livros durante as férias (temos aqui uma leitora compulsiva), ela descobre que aqueles livros foram lidos por Seiji, um carinha que ela não conhece, mas que já sente uma conexão só por saber que ele leu os mesmos livros que ela.

A estória passa longe de fantasias, como boa parte da filmografia da Ghibli, e nos traz um filme que nos mostra o cotidiano dos personagens e o amadurecimento da protagonista nos campos romântico e profissional. Esse é um filme que também não conta com a direção de Hayao Miyzaki, mas com a direção de Yoshifumi Kondo, o mesmo diretor Túmulo dos Vagalumes (1988) e O Serviço de Entregas de Kiki (1989). Ah, temos uma curiosidade: O Reinos dos Gatos (2002) é um spin-off desse filme. Para entender o motivo de ser um spin-off, assista aos dois filmes. 🙂

Da Colina Koruriko (2011)

Da Colina Koruriko também é baseado em mangá, gente! Baseado na obra de Tetsuo Sayama e Chizuru Takahashi, o longa se passa próximo das Olimpíadas de Tóquio de 1964 e nos apresenta Sun e Umi, dois jovens estudantes que lutam pela preservação de um prédio histórico que corre o risco de demolição. Enquanto tomam a frente com a manutenção do prédio, surge um romance entre os dois, e ao mesmo tempo o casal terá que lidar com problemas pessoais que podem pôr em risco o relacionamento deles.

Com direção de Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki, esse é aquele tipo de história amorzinho que a grande maioria das garotas amam: romance, aventura e amizade, e um bônus por explorar as relações familiares dos protagonistas. Além disso, tem como planos de fundo momentos históricos, como as Olimpíadas de Tóquio e a Guerra da Coréia.

As Memórias de Marnie (2011)

Também dirigido por Hiromasa Yonebayashi, diretor de O Mundo dos Pequeninos, e baseado no romance britânico When Marnie Was There, escrito por Joan G. Robinson, ilustrado por Peggy Fortnum e lançado em 1967, ambas histórias acompanham o encontro de Anna e Marnie. A estória narra a vida de Anna, uma jovem asmática que se muda de Sapporo para Hokkaido por recomendações médicas . Lá ela conhece Marnie, uma jovem de cabelos loiros que habita um antigo casarão abandonado. Anna pensa que Marnie é apenas sua imaginação, mas com a ajuda de Sayaka descobrirá que a história é mais profunda do que ela acredita ser.

Esse é um filme que faz você criar teorias e com base em algumas mensagens subliminares que foram deixadas ao longo do filme, você verá um plot twist no final. O plano emocional é bastante evidente. Vocês devem assistir!

Vidas ao Vento (2013)

Escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, Vidas ao Vento narra a biografia ficcional de Jiro Horikoshi, um engenheiro que fala sobre sua juventude até a sua vida profissional no período da segunda guerra mundial, sem deixar de lado a sua vida amorosa com sua esposa. Por causa de sua miopia, o jovem Jiro tem que deixar o sonho de ser um piloto de lado e se dedicar à engenharia aeronáutica para continuar com o desejo de trabalhar com aviação. Na vida adulta, ele trabalha para o Império Japonês construindo projetos para a guerra, enquanto também vive o lado emocional da vida com sua amada esposa Nahoko, que tem tuberculose.

A história tem o seu drama, por ser ambientada em um momento delicado da humanidade, como a segunda guerra mundial, mas ver o lado do romance de jiro e Nahoko e a presença de Giovanni, um engenheiro aeronáutico italiano, deixam a trama mais leve. Recomendo o filme pela beleza de suas relações. É simplesmente belo!

PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994)

Escrito e dirigido por Isao Takahata e inspirado na lenda dos tanukis, o longa retrata a luta dos guaxinins contra os humanos, em um cenário do desenvolvimento urbano do território japonês que destrói o habitat natural dos animais. Há uma diferença dos guaxinins do filme para os guaxinins normais, e a diferença se dá pelas habilidade que eles possuem de metamorfose, treinada com perfeição para suas batalhas contra os humanos e para recuperar a floresta.

Mesmo sendo um filme infantil, o enredo é um pouco cruel levando em consideração o sofrimento dos animais diante do desmatamento e da invasão do seu habitat. Mas em contrapeso, o filme ensina desde cedo aos pequenos sobre os desafios ambientais que os animais (e o mundo) enfrentam com o desmatamento das florestas e a poluição do ar. É sensível, tocante e reflexivo!

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