Conto: Escrever Ficção

Sobre o que escrever era sempre a questão principal que assombrava a vida de Saulo quando ele se sentava em frente ao computador com o editor de texto. Mas o início era sempre pior do que a resposta para a própria pergunta.

Era uma vez? Está história começou numa das raras noites de frio em Recife? Uma vez, uma menina de cabelos…? Ele não sabia. Nunca sabia. Era sempre a primeira coisa que viesse e tomasse conta de suas mãos que o fazia dar algo a alguma coisa.


Fora assim que surgira o seu disfarce de escritor côncavo e o motivo pelo qual ele chorara na noite anterior pela personagem cuja qual ele se negou a terminar de escrever a história com medo de que acontecesse algo baseado em fatos literários e afins.

E fora assim que o homem se tornou um pouco mais homem do que os outros, com sentimentos brutos e todas as suas lapidações e saudosismos culturais.

Também fora assim que ele começara uma outra história sem saber, como um filho que nasce de mãe grávida sem mês ou data de nascimento definida. É simples assim: nasce e já tem vida. Assim acontecera com Samuel e suas histórias de ninar? Eróticas com gosto de calmante? Válvula de escape do divórcio com sua letra favorita?

Tudo era mistério, assim como o início de suas histórias e a origem da letra a. Era tudo nó e divino, com um toque de sachê instantâneo de feitiçaria científica.

Mas bem, tudo começou assim: era uma vez um homem e a luz, e na luz ele se fez gente enquanto os outros inventavam o fim.

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